O general António de Spínola, entrevistado pela televisão francesa, considera não ser uma obra política o seu livro Portugal e o Futuro. Entre ele e a política seguida por Marcelo Caetano não há, garante, “divergências fundamentais de opinião”. O seu livro não foi “devidamente” interpretado: “Prossigo a minha vida ao serviço do meu país.” O novo ministro da Indústria e da Energia Daniel Barbosa toma posse e aponta como “preocupação dominante” a política anti-inflacionista. “Precisamos de atuar de modo a fazer crescer rapidamente a oferta de bens e serviços de toda a espécie”, afirma. A Ação Nacional Popular, que substituiu a União Nacional, “sob a presidência do professor MarceloCaetano”, reunia a sua Comissão Central – “que se ocupou de assuntos da sua competência estatutária”.
Por Francisco Mangas