“É muito importante escolher bem os nossos representantes”

Humberto Coelho nasceu  em 1950. Começou a jogar futebol no Arsenal do Bessa. Estreou-se com 18 anos na equipa principal do Benfica. Representou por 64 vezes a seleção nacional. Foi selecionador nacional entre 1998 e 2000. Atual vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Mostra foto da década de 70, num jogo entre Benfica e Sporting de Braga.
Humberto Coelho nasceu em 1950. Começou a jogar futebol no Arsenal do Bessa. Estreou-se com 18 anos na equipa principal do Benfica. Representou por 64 vezes a seleção nacional. Foi selecionador nacional entre 1998 e 2000. Atual vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Mostra foto da década de 70, num jogo entre Benfica e Sporting de Braga. (Sara Matos/Global Imagens)

Onde é que estava no dia 25 de Abril?

Estava em casa, numa licença do serviço militar. Ouvi que tínhamos de regressar aos quartéis. Levantei-me, meti-me no carro e quando cheguei ao quartel estava tudo fechado. Voltei para casa. Eu jogava no Benfica ao mesmo tempo que fazia o serviço militar, que durou três anos. Eu era, aliás,  operador de informação e deveria estar nessa noite a ouvir o Grândola Vila Morena [risos]. Só que tinha contratado alguém para fazer esses serviços por mim, para que pudesse jogar.

Qual foi a sua reação?

Fiquei espantado, porque não sabia o que se estava a passar. Sabia que havia uma revolução, mas a informação naquele dia era muito escassa. Depois, fiquei satisfeito com aquela reviravolta nos destinos do País e da liderança. Era a chegada da democracia.

Que episódio o marcou mais?

Foram até os excessos e o fundamentalismo que se seguiu. As barreiras, uma certa desordem, os excessos que levaram pessoas à prisão. Independentemente de ter sido uma revolução pacífica, houve quezílias pessoais que me parece não terem sido positivas.

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“O Portugal de hoje é imensamente melhor que o da década de 70”

João Cravinho nasceu em Angola em 1936. Licenciou-se em Engenharia Civil, em Lisboa, e estudou Economia em Yale e Oxford. Fez parte do IV Governo Provisório em 1975. Foi deputado na AR e no Parlamento Europeu. Entre 1995 e 1999 foi ministro do Equipamento. Segura fotografia sua da década de 70, falando aos jornalistas
João Cravinho nasceu em Angola em 1936. Licenciou-se em Engenharia Civil, em Lisboa, e estudou Economia em Yale e Oxford. Fez parte do IV Governo Provisório em 1975. Foi deputado na AR e no Parlamento Europeu. Entre 1995 e 1999 foi ministro do Equipamento. Segura fotografia sua da década de 70, falando aos jornalistas (Gustavo Bom/Global Imagens)

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“A memória que tenho é a de um tempo que chegava ao fim”

Paulo Portas nasceu em Lisboa, em 1962. Licenciou-se em Direito e fundou o semanário O Independente. Em 1995 é eleito deputado pelo Partido Popular. Foi ministro de Estado e da Defesa entre 2002 e 2004. É líder do CDS-PP e vice-primeiro-ministro do atual Executivo.
Paulo Portas nasceu em Lisboa, em 1962. Licenciou-se em Direito e fundou o semanário O Independente. Em 1995 é eleito deputado pelo Partido Popular. Foi ministro de Estado e da Defesa entre 2002 e 2004. É líder do CDS-PP e vice-primeiro-ministro do atual Executivo.

Onde é que estava no dia 25 de Abril?

Em minha casa, em Lisboa. Estranhei ninguém me ter acordado, muito cedo de manhã, para ir para o colégio. Mais tarde, disseram-me que havia uma revolução.

Qual foi a sua reação?

Tinha 11 anos, mas não se assistem a muitas revoluções numa vida. Na minha família havia muitas opiniões, claro, e a memória que tenho é a de um regime ou de um tempo que chegava ao fim. Também me lembro de muita gente na rua no 1.º de Maio.

Que episódio o marcou mais?

Do próprio dia, toda a gente a seguir as notícias. Do PREC tenho memórias difíceis: no fundo, o dilema entre a legitimidade revolucionária e a democrática, e o que isso significa na vida de um país e de cada família.

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